NP D NP Diário #59 | 04/04/2024 | A preparar-me para fazer a minha primeira venda de chocolates ambulante em Viseu | Ano de 2029

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carlos_pinhal

Filósofo
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NP Diário #59 | 04/04/2024 | A preparar-me para fazer a minha primeira venda de chocolates ambulante em Viseu | Ano de 2029

▀▄▀▄ Data deste diário ▄▀▄▀
04/04/2024

▀▄▀▄ Texto ▄▀▄▀
Viseu, 5:12 da manha do dia 4 de Abril de 2024.
Estou numa fase de mentalização para tomar coragem para enfrentar respostas e reações negativas na venda de chocolates por um euro.

Após a realidade exposta pelo NP Vida Real #03, em que só podemos contar connosco próprios, é fundamental ter um meio de subsistência que nos permita, pelo menos, ter dinheiro para comprar comida. A independência de qualquer pessoa depende de que ela possa ter meios para se alimentar.

No planeamento que havia feito a quando do inicio do NP Vida Real #03, enfrentar este processo deveria ocorrer após outros processos serem concluídos. Esses processos que deveriam ser concluídos primeiro iriam me dar uma base de confiança para enfrentar as pessoas, que na sua maioria, contribuem para a situação social em que me encontro.

No entanto, como o referido, não existe tempo e este processo da venda de bens ambulante tem que ser concluído já, mesmo que não corra como o esperado.

Não existe qualquer mal em que as pessoas me humilhem ou pensem mal ou negativamente sobre mim. Eu não sou o que as pessoas podem pensar, eu sou o que o meus pensamentos e ações definem.
O meu orgulho e consciência de superioridade fomenta o maior luxo que um pobre ter que é a vergonha e de se importar com o que os outros possam dizer ou pensar sobre ele ou ela.

Num cenário negativo em que todos se recusem a comprar chocolates, eu não lhes ficarei a dever rigorosamente nada. Se essas pessoas, ainda que não tenham comprado nada, ficarem a pensar mal ou se acharem superiores a mim, o erro estará no pensamento dessas pessoas.
Eu, frequentemente, responsabilizo-me pelos pensamentos e ações de terceiros.

Existe uma necessidade de subsistência que o estado e a sociedade falha em me dar, como é direito meu, visto que Portugal, na sua constituição, refere que se baseia na declaração universal dos direitos humanos, entre outras disposições que fortalecem o que acabo de escrever.

Portanto, o impedimento e problema sou eu que o crio porque é completamente legitimo que venda bens para garantir a minha subsistência. Esta ação deve-se, direta ou indiretamente, aqueles que pretendo vender chocolates porque são eles que, direta ou indiretamente, me negam o meu direito á dignidade de vida e respetiva independência financeira.

O ideal seria que sofresse bullying de alguma forma. O ideal seria que toda uma sociedade ou região me criticasse pelo meu ato. O ideal seria que toda essa região fosse desonesta ao ponto de encontrar desculpas para a censura á minha atividade.
Se assim fosse iria ganhar muito mais força porque saberia que todos pensariam mal de mim e portanto poderia-se aplicar aquele ditado popular que refere que "já que tenho a fama, vou ter o proveito". Neste cenário a rejeição seria muito mais fácil porque passaria a ser o normal e o anormal seria aceitação da compra dos meus produtos.

Após experiencias em aplicações de comunicação concluo que tenho sido, no mínimo, ignorante ao dar um valor imenso que é a oportunidade de as pessoas interagirem comigo, gratuitamente e no fim acabo por perder o meu tempo e não ganhar rigorosamente nada com essas interações. Não ganho, se quer, o respeito ou consideração dessas pessoas.

Este facto reforça que tenho de mudar de atitude. Eu preciso de subsistir e portanto o relacionamento com outras pessoas deve-me ajudar a essas subsistência ou devo garantir um ganho de qualquer ordem. A condição para interação comigo deve ser um qualquer ganho, independente do tipo de ganho for.

Agir dessa forma não me irá fazer perder rigorosamente nada porque até este momento, não agindo assim, em quase todas as interações sociais que tive resultaram numa perda de tempo da minha parte.

Coloca-se uma questão que é, não estarei assim a ser interesseiro como as demais pessoas, que tanto critico? Não, porque deixarei sempre uma janela de oportunidade para uma interação sem interesse, após garantir nem que seja um ganho mínimo.

Desta forma irei conseguir poupar bastante tempo que poderei aplicar nos meus próprios raciocínios ou aplicar a vender bens para garantir a minha subsistência.

É bom notar que 2019 foi o ano do meu "fundo do poço", mas também foi o ano que tudo teve que mudar e tive que começar a me adequar á sociedade e ás pessoas, sem que altere o meu carater e preceitos morais.
O grande desafio tem sido esse, me adequar a esta sociedade hipócrita, mas ao mesmo tempo não me tornar hipócrita como a sociedade.

É por este motivo, e outros, que a criação do Pinhalismo tem extrema importância para mim. Desde sempre que sinto falta de uma base religiosa, filosófica e ideológica, justa que se importe com os seres e com a matéria.
O Pinhalismo irá me dar tudo isso e só tenho pena de ter perdido metade da minha vida, porque a minha vida irá começar verdadeiramente com a criação do Pinhalismo.
Terei perdido metade da minha vida se conseguir concluir o manifesto Pinhalista até aos meus 40 anos, que será 2029.

Algo curioso é que desde de pequeno sempre senti que esse ano, 2029, iria ser um ano especial. Nos meus "rabiscos" do 5º ou 6º ano inscrevia esse ano como sendo um ano especial, não sabendo porque.
Ainda hoje não sei porque o meu instinto me diz que ele é especial, mas sinto que será um ano especial. Repito a palavra especial porque não sei se será negativamente ou positivamente.

Tenho 34 anos e até esse ano faltam por volta de 6 anos. Sinto que brevemente no espaço de um ano a dois, a minha rotina será extremamente sobrecarregada, trabalhando no manifesto Pinhalista e em tudo o que ele envolve, garantidamente, de manha á noite.

Para começar o Manifesto Pinhalista já tive que mudar, e no fim do Manifesto Pinhalista, Versão ALFA, eu irei mudar ainda mais.

No entanto não vale apena pensar nisso agora. Agora o importante é interpelar as pessoas na rua com simpatia e educação para vender os chocolates e outros produtos de baixo valor, mas de percentagem de lucro elevado.



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